Princípios

Os trinta anos de estudo e prática clínica de A. T. Still permitiram-lhe escrever quatro obras dedicadas à osteopatia. Duas dessas obras (Philosophy of Osteopathy e Osteopathy Research and Practice) viriam a ser fundamentais para definir os quatro princípios da osteopatia.

Philosofy of Osteopathy

A ESTRUTURA GOVERNA A FUNÇÃO – A estrutura, seja ela um osso, a pele ou qualquer outro tecido do corpo humano, dita a respectiva função. Quando uma estrutura sofre qualquer tipo de desordem, a sua função será afectada, dando origem à patologia.

A UNIDADE DO CORPO – O corpo funciona como um todo e apenas se todas as suas partes estão em equilíbrio. Quando uma das suas partes sofre uma alteração, ele procurará manter o equilíbrio a todo o custo, procedendo às adaptações necessárias. Este princípio vem mostrar que nem sempre a localização dos sintomas e da patologia é a mesma e que, tratando o problema na sua origem, o corpo voltará a equilibrar-se.

Osteopathy - Research and Practice

A AUTOCURA – O organismo não é mais do um conjunto de tecidos ligados entre si, com a capacidade de se ajustarem e regularem. Desta forma, dando ao organismo todas as condições de normalidade (através da correcção das disfunções estruturais), ele terá a capacidade de se curar.

A LEI DA ARTÉRIA – O sangue transporta todos os elementos necessários para garantir a imunidade natural do organismo. Quando o aporte sanguíneo às estruturas é normal, as patologias não têm condições para se desenvolverem. Desta forma, qualquer que seja a patologia, é essencial manter um aporte sanguíneo normal para assegurar a defesa e recuperação das estruturas.

Este quatro princípios demonstram que o objectivo da osteopatia não é actuar directamente sobre qualquer patologia mas antes dar as condições necessárias ao organismo para que ele se recupere, agindo na raiz do problema e não somente nos sintomas por ele originados.